As Marinhas da China e da Rússia executarão exercícios militares conjuntos no leste da China ainda neste mês, conforme anunciou o Ministério da Defesa chinês no último domingo (5). As manobras ocorrerão em um contexto de elevada tensão entre os Estados Unidos e a China, especialmente em relação a Taiwan, ilha que Pequim busca anexar.
Embora o ministério não tenha divulgado as datas exatas dos exercícios, foi informado que as atividades ocorrerão no Mar Amarelo, nas proximidades da cidade de Qingdao. Após as manobras, parte das forças de ambos os países seguirá para áreas do Oceano Pacífico para realizar patrulhas marítimas conjuntas.
Objetivos dos exercícios e vigilância sobre Taiwan
O Ministério da Defesa da China destacou que esses exercícios são uma prática anual, com a finalidade de "enfrentar conjuntamente desafios de segurança e manter a paz e a estabilidade regionais." A China mantém uma vigilância constante sobre Taiwan com navios de guerra, o que frequentemente intensifica as tensões na região. Pequim justifica essa presença militar como uma forma de garantir a soberania territorial.
Preparativos de Taiwan e aulas 'anticomunistas'
Diante do aumento das preocupações com uma possível invasão chinesa, o governo de Taiwan está se preparando de várias maneiras. Neste domingo, o Ministério da Defesa taiwanês anunciou a retomada de aulas patrióticas com enfoque "anticomunista" para os formandos de sua academia militar, após um intervalo de 25 anos.
Essas aulas foram reintroduzidas em resposta ao aumento da atividade militar e das infiltrações chinesas. Uma autoridade taiwanesa comentou sobre a intensificação da presença naval chinesa ao redor da ilha, enfatizando a necessidade de os graduados compreenderem as ameaças à segurança nacional. O comunicado destaca a importância de estabelecer uma consciência clara sobre quem são os aliados e os inimigos.
Durante a Guerra Fria, campanhas em Taiwan alertavam sobre os perigos dos "bandidos comunistas" na China, que considera a ilha parte de seu território. No entanto, a educação formal "anticomunista" foi encerrada em 2002, sendo então renomeada para "educação patriótica".
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