A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta quinta-feira (25) na Justiça da Itália um documento que defende a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil. O pedido foi entregue à Corte de Cassação, a última instância do Judiciário italiano, que deverá analisar a solicitação nas próximas semanas.

No documento, o governo brasileiro reafirma seu compromisso com as normas internacionais de cooperação jurídica penal, conforme estipulado no Tratado de Extradição entre Brasil e Itália. A AGU destacou que a posição do Estado brasileiro está alinhada aos parâmetros estabelecidos para casos de extradição.

Contexto das condenações

O caso de Carla Zambelli é marcado por duas condenações. Em agosto do ano passado, ela foi sentenciada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, crimes relacionados a uma perseguição armada ao jornalista Luan Araújo, ocorrida durante as eleições de 2022. A perseguição teve início após trocas de provocações entre Zambelli e Araújo em um evento político em São Paulo.

Após ser condenada, a ex-deputada deixou o Brasil, utilizando sua dupla cidadania, antes da execução da pena. Recentemente, Zambelli foi libertada na Itália após a Corte de Cassação ter negado um pedido anterior do governo brasileiro para sua extradição, que estava relacionado a uma condenação de 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.

Próximos passos

Com o novo pedido de extradição agora em análise, aguarda-se a decisão da Justiça italiana, que pode impactar a situação legal da ex-parlamentar no Brasil.