Na última quinta-feira, 25, a Câmara Municipal de Goiânia aprovou em primeira votação um projeto de lei que permite à Prefeitura contrair um empréstimo de US$ 60 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a segunda fase do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama). A proposta recebeu 25 votos favoráveis, mas gerou intensas críticas da oposição, que questionou a inclusão da pauta e a prorrogação da sessão.
A matéria agora será analisada pela Comissão de Finanças antes de retornar ao plenário para a votação final. O projeto, que foi enviado à Câmara pelo prefeito Sandro Mabel (UB) no dia 11 de junho, prevê um investimento total de US$ 75 milhões, sendo US$ 60 milhões provenientes do empréstimo e US$ 15 milhões como contrapartida da prefeitura.
A oposição criticou a decisão de contrair um novo empréstimo, lembrando que a primeira etapa do programa custou US$ 57 milhões para a construção de 25 quilômetros, enquanto a nova fase custará US$ 60 milhões para apenas 6 quilômetros. O vereador Edward Madureira (PT), surpreendentemente, votou a favor do projeto, mesmo expressando descontentamento com a condução da votação.
Justificativas e impactos esperados
Wellington Bessa (Mobiliza), líder do governo, defendeu a importância do investimento, afirmando que as obras trarão benefícios significativos para a área ambiental e a valorização urbana de muitos bairros. Ele ressaltou que o projeto é um trabalho de longo prazo e que o superávit mencionado pela oposição não pode ser usado para financiar a obra.
As intervenções previstas incluem a recuperação ambiental dos córregos, obras de drenagem e a implementação de espaços de convivência, como ciclovias e áreas de lazer. Um plano diretor de reassentamento está em revisão para garantir a segurança de famílias que vivem em áreas de risco dentro da região.
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