O vereador Danilo Dominico, do Partido Progressista (PP), foi afastado de seu cargo na Câmara Municipal de Guarapuava, Paraná, por um período de 90 dias. A decisão judicial tornou-o réu em um processo que o acusa de corrupção passiva, estelionato, loteamento ilegal e lavagem de dinheiro. As irregularidades teriam ocorrido durante o período em que ele atuou como secretário municipal de Habitação e Urbanismo, entre 2022 e 2024.

A investigação conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelou que Dominico estava envolvido em um esquema que cobrava valores indevidos de moradores por imóveis que deveriam ser oferecidos gratuitamente através de um programa habitacional.

Detalhes da denúncia

Segundo o MP-PR, as apurações indicam que, entre maio e agosto de 2024, o vereador e outros investigados realizaram um loteamento irregular de terrenos pertencentes ao município, exigindo pagamentos que chegavam a R$ 50 mil em troca da suposta disponibilização dos imóveis. Uma moradora, por exemplo, foi levada a acreditar que poderia adquirir a posse de um lote por R$ 30 mil, embora o imóvel já estivesse disponível gratuitamente para ela.

A defesa de Dominico, representada pelo advogado Marinaldo Rattes, alega que o vereador não esteve envolvido nos crimes e que irá recorrer da decisão de afastamento. O advogado argumenta que os fatos alegados na denúncia referem-se ao período em que Dominico era secretário, e não a seu atual mandato como vereador.

Reação da Câmara Municipal

A Câmara Municipal de Guarapuava informou que ainda não foi oficialmente notificada sobre o afastamento e que tomará as devidas providências assim que receber a comunicação formal do Poder Judiciário.