A animação em torno da adaptação de ‘A Odisseia’, de Homero, dirigida por Christopher Nolan, tem sido intensa desde seu anúncio no final de 2024. A expectativa em torno do filme gerou debates sobre como traduzir o épico grego para as telonas e a importância dos detalhes históricos. Entretanto, as polêmicas mais acaloradas giram em torno da diversidade no elenco e da suposta abordagem ‘woke’ da obra.

Recentemente, a Universal Studios tomou uma decisão que surpreendeu muitos: optou por não realizar as tradicionais pré-estreias para influenciadores. A medida, divulgada pelo The Hollywood Reporter, reflete uma confiança da produtora em sua estratégia de marketing, já que essas exibições normalmente geram reações entusiasmadas nas redes sociais que podem amenizar críticas negativas de especialistas.

Embora criadores de conteúdo em plataformas como TikTok e YouTube ainda tenham acesso à exibição do filme, a ausência de um foco direto nesses influenciadores foi bem recebida, especialmente pelos críticos de cinema. Scott Mantz, cofundador da Hollywood Critics Association, expressou seu apoio à decisão, afirmando: “Ótimo! Porque TODO MUNDO sabe que essas reações nas redes sociais são TOTAL BOBAGEM.”

Outros críticos, como David Ehrlich, da IndieWire, também comentaram de forma bem-humorada sobre a decisão, sugerindo que “isso é o que Homero teria querido”. Para alguns, essa mudança pode indicar uma tendência no mercado cinematográfico. Kristen Lopez, editora do The Film Maven, elogiou a postura da Universal e questionou se outras produtoras seguirão o exemplo.

Enquanto isso, o filme ‘A Odisseia’ está projetado para um início de bilheteira robusto, com estimativas entre 80 e 100 milhões de dólares. A venda de ingressos já superou recordes, especialmente no BFI Imax, em Londres, e as sessões em formatos premium estão rapidamente esgotadas nos EUA, com entradas chegando a ser revendidas por até mil dólares no eBay.