A primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Syvyrdenko, anunciou em Gdansk, Polônia, a expectativa de assinar mais de 160 acordos nas áreas de defesa, negócios e desenvolvimento regional, com um valor total superior a €10 bilhões. Durante a abertura da Conferência Anual de Recuperação da Ucrânia, Syvyrdenko destacou: "Os desafios que enfrentamos são existenciais. Somos forçados a sobreviver. Isso se tornou nosso superpoder."
O evento coincide com a confirmação do Ministério das Finanças da Ucrânia sobre o recebimento da primeira parcela de €3,2 bilhões de um empréstimo da União Europeia, que totaliza €90 bilhões. Esta verba será destinada não apenas à defesa, mas também à resiliência energética.
Tensões históricas entre Ucrânia e Polônia
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, não compareceu ao evento para evitar aumentar as tensões com a Polônia, que surgiram após a retirada da Ordem da Águia Branca, a mais alta honraria polonesa, em resposta à decisão de Zelenskyy de homenagear a Unidade Insurgente Ucraniana (UPA). Enquanto a UPA é vista por alguns ucranianos como heroína na resistência contra os nazistas e soviéticos, a formação também esteve envolvida em massacres de poloneses durante a guerra.
O presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reafirmou o compromisso financeiro da UE com a Ucrânia e anunciou que uma segunda parcela de €6 bilhões será destinada à produção de drones. Ela destacou que investir na Ucrânia é garantir o futuro da Europa.
Desenvolvimento econômico e iniciativas empresariais
Apesar das tensões, empresários poloneses demonstraram interesse em investir na Ucrânia, reconhecendo a proximidade geográfica e as oportunidades que surgem com um possível acordo de paz. O empresário Michal Rzepnikowski afirmou: "Do lado dos negócios, não vemos problemas. Queremos ajudar e desenvolver o comércio."
No campo de batalha, a Ucrânia continua a atacar instalações russas de petróleo e gás, enquanto o presidente Zelenskyy informou que drones ucranianos atingiram refinarias na Rússia.
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