No último dia 23 de junho de 2026, o Exército da Ucrânia anunciou a destruição de uma ponte ferroviária vital situada sobre o canal da Crimeia do Norte, na região da Crimeia ocupada pela Rússia. A informação foi divulgada pelas Forças Especiais da Ucrânia (SOF) em um post no Telegram, onde declararam que a ponte "não existe mais".

A SOF destacou que a ponte ferroviária atuava como uma importante artéria militar e logística para as forças ocupantes, sendo utilizada para o transporte de cargas, recursos e suprimentos militares entre a Crimeia anexada e o território russo continental, através do estreito de Kerch.

A Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014, uma ação que não é reconhecida internacionalmente e que gerou sanções por parte dos Estados Unidos e da União Europeia. A região, estrategicamente localizada no Mar Negro, tem sido um ponto de partida para os ataques russos na invasão da Ucrânia que começou em fevereiro de 2022.

Ministro da Defesa da Ucrânia fala sobre a situação na Crimeia

O Ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Federov, comentou que as forças ucranianas estão "isolando a Crimeia com drones" e previu que em breve a região se tornará uma "ilha", o que poderia levar a consequências inesperadas para os russos.

Além disso, a Ucrânia intensificou ataques a refinarias de petróleo na Crimeia, resultando na suspensão das vendas de combustíveis na península. Ataques a infraestruturas energéticas também foram registrados recentemente, incluindo um ataque a uma refinaria de petróleo próxima a Moscou no dia 18 de junho.

Reação da Rússia e ataque em Kryvyi Rih

O presidente russo Vladimir Putin, em suas primeiras declarações após o ataque ucraniano a uma refinaria em Moscou, acusou a Ucrânia de tentar "desestabilizar a sociedade" com ataques a infraestruturas civis. Por outro lado, um ataque russo atingiu a cidade de Kryvyi Rih, cidade natal do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, resultando na morte de três pessoas e ferimentos em mais de 20.