Enquanto a Turquia e os Estados Unidos se enfrentam nos gramados do SoFi Stadium, em Los Angeles, pela terceira rodada do Grupo D da Copa do Mundo de 2026, fora dos campos, a diplomacia climática revela um cenário contrastante. A Turquia foi escolhida para sediar a COP31, marcada para novembro de 2026, em Antalya, após uma disputa acirrada com a Austrália.
O acordo inédito entre os países determina que a Turquia será a anfitriã e assumirá a presidência do evento, enquanto a Austrália ficará encarregada das negociações. Além disso, uma etapa preparatória será realizada em uma nação do Pacífico, região que sofre com o aumento do nível do mar.
Entretanto, a Turquia enfrenta críticas por ser um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo. Embora tenha ratificado o Acordo de Paris em 2021 e estabelecido a meta de zerar suas emissões líquidas até 2053, especialistas consideram suas metas climáticas como insuficientes. O carvão continua a ser uma fonte significativa de energia no país, que se mantém como o maior produtor europeu desse combustível.
Por outro lado, os Estados Unidos enfrentam uma ausência histórica nas negociações climáticas, tendo se retirado do Acordo de Paris sob a administração de Donald Trump. Pela primeira vez desde a criação das conferências climáticas, o país não enviou uma delegação oficial para a cúpula recente no Brasil. Essa ausência, no entanto, não reflete a totalidade dos EUA, já que governadores e prefeitos de diversos estados marcaram presença de forma independente, sinalizando um compromisso contínuo com a agenda climática.
O contraste entre a Turquia, que sediará a próxima conferência, e os EUA, que se afastam das negociações, destaca os desafios e as dinâmicas da diplomacia climática atual. A COP31 em Antalya será uma oportunidade crucial para discutir avanços concretos em relação ao fim dos combustíveis fósseis, tema que permanece pendente nas negociações.