Dois poderosos terremotos abalaram a Venezuela na noite de quarta-feira, causando a morte de pelo menos 32 pessoas e deixando mais de 700 feridos. Os tremores, com magnitudes de 7.2 e 7.5, ocorreram com apenas um minuto de diferença e são considerados os mais fortes a atingir o país em mais de um século. O epicentro do primeiro tremor foi localizado a cerca de 168 quilômetros a oeste de Caracas, na costa caribenha do país.
A atuação do governo venezuelano, liderado pela presidente interina Delcy Rodriguez, foi rápida. Em um pronunciamento, ela declarou estado de emergência e informou que a cidade de La Guaira foi uma das mais afetadas, sendo classificada como uma “zona de desastre”. O aeroporto internacional Simón Bolívar, o metrô de Caracas e as escolas foram fechados devido aos danos.
Rodriguez pediu calma à população e solicitou que profissionais de saúde se apresentassem aos hospitais para auxiliar nos atendimentos aos feridos. “Urge a união”, disse. A ministra da Educação anunciou que algumas escolas serão utilizadas como abrigos e centros de doações.
Ajuda internacional mobilizada
Em resposta à tragédia, o governo dos Estados Unidos, por meio do Secretário de Estado Marco Rubio, anunciou o envio imediato de equipes de resgate e recursos médicos. “A América está ao lado do povo venezuelano neste momento difícil”, afirmou Rubio.
A China também se disponibilizou a enviar assistência, enquanto o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, expressou solidariedade e ofereceu apoio humanitário. “Nossos pensamentos estão com as vítimas e suas famílias”, declarou Sanchez.
A falta de sinal de celular em diversas áreas do país complicou a comunicação e aumentou a angústia entre as famílias, especialmente entre os mais de 7,7 milhões de venezuelanos que deixaram o país nos últimos anos em busca de melhores condições de vida.