A decisão foi tomada pelo ministro Rogerio Schietti Cruz, que suspendeu os efeitos de um acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que havia autorizado o retorno de Andrade ao sistema prisional estadual. O ministro justificou que há 'elementos indicativos da permanência do quadro de periculosidade', incluindo a posição de liderança em organização criminosa e influência no sistema prisional e em órgãos de segurança pública.

Condenado ao assassinato

O ex-policial militar Rodrigo da Silva das Neves foi condenado a nove meses e 18 dias de reclusão pela execução do contraventor Fernando Iggnácio, que foi morto em novembro de 2020. Ele foi julgado pelo Tribunal do Júri em abril deste ano.

Outros dois acusados de participação na execução, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, também seriam julgados ao lado de Rodrigo, mas dispensaram suas defesas e uma nova data será marcada para que respondam pelo crime.

Ygor Rodrigues Santos da Cruz, também suspeito de participar da execução, foi encontrado morto em 2022.