As ações da Shein, uma marca de moda rápida fundada na China, caíram até 10% em seu debut na bolsa de Hong Kong, após ter sido avaliada em cerca de US$26 bilhões.

Contexto e desafios

A empresa, que já foi avaliada em mais de US$100 bilhões, teve sua oferta inicial de ações (IPO) bloqueada nos Estados Unidos devido a preocupações sobre trabalho forçado. A Shein também considerou uma oferta de US$50 bilhões em Londres, mas enfrentou questões similares sobre sua cadeia de suprimentos.

A valorização abaixo das expectativas pode estar relacionada a mudanças regulatórias internacionais que ameaçam o modelo de negócios da empresa, que envolve o envio de mercadorias em pequenos pacotes da China para aproveitar isenções de impostos.

A Shein, liderada pelo fundador Chris Xu, opera principalmente na China, mas vende seus produtos fora do país. A empresa transferiu sua sede para Singapura no início de 2022, uma medida vista como uma estratégia para evitar maior supervisão de empresas chinesas.