O treinador da seleção argentina, Lionel Scaloni, elogiou a condição física de Lionel Messi, que aos 39 anos tem sido fundamental na campanha da Argentina na Copa do Mundo de 2026. O craque, que enfrentou uma lesão muscular antes do torneio, já marcou oito gols em cinco partidas, posicionando-se como um dos principais candidatos à Chuteira de Ouro, atrás apenas do francês Kylian Mbappé, que jogou uma partida a mais.
Messi teve um papel decisivo na vitória dramática de 3 a 2 sobre o Egito nas oitavas de final, onde anotou um gol e deu uma assistência para Cristian Romero, após sua equipe estar em desvantagem de 2 a 0 a 11 minutos do fim. Com esses gols, o jogador se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, acumulando 21 gols ao longo de sua carreira.
Preparação e desempenho de Messi
Apesar das dúvidas sobre sua condição física, Messi chegou à sua sexta Copa do Mundo e, segundo Scaloni, sua preparação com o treinador de condicionamento físico foi essencial. “Leo corre mais ou menos o mesmo em cada partida. É verdade que ele fez trabalho de preparação, e isso deu resultado, mas em termos numéricos, não sei se ele mudou muito”, afirmou o técnico.
Scaloni ressaltou que Messi está se dedicando ao máximo em campo. “Quando ele dá tudo o que tem e sente que pode criar perigo, ele é uma máquina”, completou. O treinador também comentou sobre as penalidades perdidas pelo jogador, afirmando que não consideraria retirar a responsabilidade de Messi de cobrar pênaltis. “Não me passaria pela cabeça dizer a ele para não [cobrar o próximo pênalti]. Ele fará o que quiser”, disse Scaloni.
Expectativas e próximo desafio
O técnico expressou que quem espera que a idade tenha um impacto negativo no desempenho de Messi não o conhece bem. “Não me surpreende. Talvez as pessoas que não o conhecem esperassem que aos 39 anos ele não estivesse nesse nível, mas sempre digo: enquanto ele quiser, será o melhor”, afirmou Scaloni.
A Argentina enfrentará a Suíça nas quartas de final no próximo sábado, em Kansas City. Scaloni elogiou a seleção suíça, que chegou às quartas pela primeira vez em 72 anos após eliminar a Colômbia nos pênaltis, após um empate sem gols. “Não há adversários fáceis, todos sabemos disso. Eles são um time muito bom, competem com as melhores seleções e sempre dão o melhor de si”, comentou o treinador. Caso vençam, os argentinos se enfrentarão com Inglaterra ou Noruega nas semifinais.
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