A candidata à Presidência pela UP (Unidade Popular), Samara Martins, afirmou nesta sexta-feira (18.set.2026) que o absurdo nas contas públicas brasileiras não é o Bolsa Família, mas o pagamento de juros da dívida pública, que ela classificou como 'bolsa-banqueiro'. A declaração foi feita durante debate promovido pelo Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda. e pelo G4, em São Paulo.
‘O que é um absurdo no nosso país é o bolsa-banqueiro, que leva R$ 1,8 trilhão do nosso orçamento. Não é o Bolsa Família. É necessária a geração de emprego e o aumento da renda do nosso povo, porque 80% das famílias estão endividadas para garantir comida’, afirmou.
Escala 6 x 1 e direitos trabalhistas
Na discussão sobre relações de trabalho, a candidata criticou a proposta de negociação individual da jornada e defendeu o fim da escala 6 X 1. Segundo Samara, os trabalhadores submetidos a esse regime não possuem poder de barganha frente aos empregadores.
‘Hoje no Brasil não há condição de negociar com patrão. Nós, que trabalhamos na 6 X 1, não temos opção. Toda vez que os direitos do trabalhador são colocados em questão, fala-se que o Brasil vai quebrar’, afirmou.
Propostas econômicas
Samara criticou o pagamento da dívida pública, que subiu para R$ 9,29 trilhões em julho. Para alavancar a economia, defendeu que os recursos destinados aos juros da dívida sejam redirecionados para saúde, educação e abertura de empregos, com ampliação da indústria e da produção tecnológica no país. Além disso, propôs a criação de frentes emergenciais de trabalho pelo governo, a redução da jornada sem redução salarial e a reestatização de empresas privatizadas.
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