Um movimento popular na Albânia, apelidado de Revolução dos Flamingos de 2026, está ganhando força contra a proposta da família Trump de construir um luxuoso resort de 4 bilhões de dólares na costa do Adriático. Os cidadãos, que somam aproximadamente 2,4 milhões, estão se unindo para contestar o que consideram uma privatização indevida de terras protegidas, facilitada por conexões do governo com a família do ex-presidente dos EUA.
A proposta de construção, que envolve investidores do Catar conectados a Jared Kushner, gerou uma série de alegações de corrupção, incluindo contratos sem licitação e vendas fraudulentas de terras por indivíduos associados ao crime organizado. Além disso, a tensão aumentou com o tratamento de minorias étnicas na região, criando um ambiente de descontentamento que tem se intensificado.
Desafios e promessas do governo
O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, defendeu o projeto, prometendo que ele colocaria o país na “Champions League” dos destinos turísticos. No entanto, a população local se opõe à ideia, questionando o impacto ambiental e social que um empreendimento desse porte traria para a região.
O clima de indignação parece ser mais forte na Albânia do que em outros países, como os Estados Unidos ou na França, onde o presidente Emmanuel Macron recebeu Edi Rama recentemente. Observadores locais se perguntam por que a resistência à influência da família Trump é mais palpável em solo albanês, onde a linha entre interesses pessoais e poder político se torna cada vez mais tênue.
Enquanto o movimento sem liderança continua a crescer, a luta pela preservação da costa albanesa e contra a corrupção se intensifica, colocando em xeque a capacidade do governo de atender aos interesses de seu povo frente a pressões externas.