Na imagem, ministros do STF: Alexandre de Moraes (dir.) e André Mendonça Fotos de: Fabio Rodrigues-Pozzebom da Agência Brasil e Carlos Moura do STF O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve liberar no começo da próxima semana um relatório sobre a apuração da Polícia Federal (PF) que apontou uma relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça deve analisar os elementos apresentados pela PF e a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na terça-feira, horas após Mendonça retirar o sigilo e tornar públicos elementos contra Moraes encontrados no celular de Vorcaro, a PGR defendeu a nulidade do material.

A PGR argumentou que o ministro André Mendonça não deveria solicitar apuração sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro, sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF, e que a competência para decidir sobre a eventual apuração sobre Moraes é do plenário da Corte. A decisão de submeter o caso ao plenário é do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Mendonça também já defendeu a medida, argumentando que "diante do teor das informações apresentadas", o caminho inevitável seria a avaliação pelo colegiado, já que é "instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico".

Pediu uma sessão pública e transparente. No caso de optar pelo plenário, Fachin ainda precisa definir se será uma sessão aberta ou fechada. Ministros decidirão então se abrem investigação ou se arquivam as apurações que implicam Moraes.