A Copa do Mundo de 2026, sediada por Canadá, México e Estados Unidos, destaca não apenas o talento esportivo, mas também histórias de vida marcadas pela adversidade. Entre os jogadores, Nestory Irankunda, de 20 anos, se tornou o mais jovem a marcar um gol pela Austrália no torneio, celebrando seu feito com uma homenagem ao ícone australiano Tim Cahill.

Irankunda nasceu em um campo de refugiados em Kigoma, na Tanzânia, após seus pais fugirem da guerra civil em Burundi. A sua trajetória é semelhante à de outros atletas no campeonato, que também têm histórias de deslocamento.

Histórias de superação

Ao todo, pelo menos nove jogadores presentes na Copa trazem relatos de fuga e resiliência. Em uma campanha conjunta com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), chamada “Gamechanging Team”, esses atletas representam a luta de milhões. Atualmente, 117 milhões de pessoas estão deslocadas globalmente, incluindo cerca de 49 milhões de crianças.

O Comissário da ONU para Refugiados, Barham Salih, declarou que esta Copa do Mundo é uma oportunidade ideal para enviar uma mensagem de esperança. “O futebol pode unir e inspirar”, afirmou.

Jogadores em destaque

Entre os destaques está Alphonso Davies, que nasceu em um campo de refugiados em Gana e atualmente é capitão da seleção canadense. Mohamed Toure, nascido em um campo na Guiné, e Awer Mabil, que também cresceu em um campo no Quênia, são outros exemplos de atletas que superaram dificuldades.

Eduardo Camavinga, nascido em um campo em Angola, e Antonio Rudiger, cuja mãe fugiu da Serra Leoa, também fazem parte dessa nova geração de jogadores que trazem consigo histórias inspiradoras e de resiliência, mostrando que o esporte pode ser um caminho para a mudança.