Na última sexta-feira, os preços do petróleo sofreram uma queda significativa, com os investidores focando nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e nas perspectivas de oferta. O petróleo Brent, referência internacional, registrou uma queda de 1,89%, sendo negociado a US$ 73,84 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve uma queda de 1,92%, com preços a US$ 70,54 por barril.
Um oficial dos Estados Unidos informou que o Irã estaria por trás de um ataque a um navio de carga próximo à costa de Omã, no estreito de Ormuz. O navio, que navegava sob bandeira de Singapura, não registrou feridos nem danos ambientais, conforme relatado pelo Wall Street Journal e confirmado pela UK Maritime Trade Operations.
Arsenio Dominguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional, afirmou: "Após o lançamento do plano de evacuação da IMO, que já permitiu a evacuação bem-sucedida de várias embarcações, decidi pausar temporariamente sua implementação para reconfirmar que as garantias de segurança necessárias continuam em vigor para os navios da nossa lista de evacuação e todos os que estão na região."
As tensões na região permanecem elevadas, especialmente com a discordância entre Irã e Estados Unidos sobre o uso de fundos vinculados a um memorando de entendimento. O presidente do Parlamento iraniano rejeitou as alegações da administração Trump de que os ativos descongelados do Irã seriam usados para a compra de produtos agrícolas dos EUA.
Enquanto isso, a OPEC enfrenta a possibilidade de uma nova saída de um de seus principais produtores, com relatos de que o Iraque busca um aumento em sua cota de produção e indicou que poderia deixar o cartel caso suas demandas não sejam atendidas. A saída dos Emirados Árabes Unidos em maio já havia gerado preocupação dentro da organização.
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