Uma onda de protestos mobilizou milhares de cidadãos em diversas capitais e grandes cidades europeias no sábado, embora impulsionados por pautas locais, os atos compartilham um estopim comum: a perda generalizada do poder de compra, o encarecimento da energia e dos combustíveis e a insatisfação com a gestão fiscal dos governos.

O cenário econômico de alta inflação coincide com um momento de forte endividamento público na região, em que a dívida de vários países ultrapassa 100% do PIB, limitando a margem de manobra dos governantes para expandir gastos sociais.

FRANÇA

A França registrou no sábado a 3ª mobilização consecutiva de fim de semana contra o aumento do custo de vida e problemas nos serviços públicos. Segundo o jornal Le Monde, 320 mil pessoas participaram dos protestos.

OUTROS PAÍSES

Em Portugal, milhares de pessoas foram às ruas para cobrar medidas contra a crise habitacional, conforme a Associated Press. Na Alemanha, manifestações foram realizadas em 34 cidades, de acordo com a Reuters. Na Albânia, protestos na capital, Tirana, terminaram em confrontos com policiais, conforme a agência italiana Ansa. Na Holanda, a polícia interveio durante uma concentração em Haia e deteve ao menos 10 pessoas, segundo o jornal NL Times.