O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou nesta quinta-feira (25) a intervenção na empresa de ônibus Transunião, responsável por operar 50 linhas na Zona Leste da cidade. A medida segue a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Com a intervenção, a gestão e operação da Transunião passarão a ser administradas pela SPTrans. O objetivo é assegurar a continuidade dos serviços de transporte público e proteger os empregos e contratos existentes. O interventor designado é Ângelo Fêde, funcionário da SPTrans há 49 anos.
Operação Última Parada
A Operação Última Parada resultou na prisão de três pessoas, incluindo o vereador Senival Moura (PT) e outros envolvidos na diretoria da empresa. A ação teve como foco o desmantelamento de um esquema que facilitava a lavagem de recursos ilícitos do PCC no transporte público.
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 104 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de 117 veículos, 21 imóveis e cerca de R$ 194 milhões em contas dos alvos da investigação.
Compromisso com os usuários
Ricardo Nunes garantiu que a intervenção não afetará a prestação dos serviços da Transunião. "Os funcionários e contratos da empresa serão mantidos, assegurando os direitos dos trabalhadores e a operação do transporte público", afirmou o prefeito. O decreto que oficializa a intervenção será publicado em edição extra do Diário Oficial.
A Transunião é a terceira concessionária de ônibus na capital paulista a ser alvo de operações policiais por supostas conexões com o crime organizado, seguindo os casos das empresas UPBus e Transwolff.
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