Polícia descarta erro em registro de nome e contesta tese da defesa de estudante de Direito presa em Trindade Enquanto a defesa sustenta que houve erro de identificação, corporação afirma que a estudante foi individualizada durante a investigação e nega qualquer equívoco A prisão da estudante de pós-graduação em Direito Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (21). Após a defesa afirmar que a jovem foi presa por engano devido a uma suposta confusão de identidade, a Polícia Civil (PC) do Amapá divulgou uma nota negando qualquer erro na investigação. Segundo a corporação, Ellen foi corretamente identificada durante o procedimento investigativo e a prisão preventiva ocorreu após representação da autoridade policial, manifestação favorável do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário.

“A prisão foi cumprida contra a pessoa corretamente identificada no procedimento investigativo, não havendo confusão de identidade ou equívoco no cumprimento da ordem judicial”, afirmou a PC em nota. A manifestação contraria a versão apresentada pela defesa da estudante. O advogado Jean Tavares sustenta que Ellen teria sido confundida com outra mulher, também chamada Lorraine, investigada por integrar uma organização criminosa especializada em estelionatos.

Ao Jornal Opção, a defesa afirmou que a confusão teria ocorrido porque um integrante do grupo possuía o número de telefone da estudante salvo na agenda. O advogado afirma que Ellen possui apenas uma linha telefônica registrada em seu CPF e que não há qualquer conversa, transferência bancária ou movimentação financeira que a vincule ao esquema. “Não há nenhuma conversa da Ellen com ninguém desse grupo, nenhum Pix recebido, nenhuma solicitação de dados bancários”, afirmou Jean Tavares.

A PC do Amapá, entretanto, afirma que a investigação individualizou todos os investigados antes da representação pela prisão. Ainda conforme a corporação, medidas cautelares como prisão preventiva e mandados de busca não são adotadas com base em informações superficiais. “Medidas cautelares dessa natureza não são adotadas com base em informação superficial, mas a partir de elementos submetidos à análise dos órgãos responsáveis pela persecução penal e ao controle judicial.” A investigação aponta que Ellen faria parte de uma organização criminosa composta por 16 integrantes, sendo dez deles residentes em Goiás.

Conforme a polícia, o grupo criava sites falsos semelhantes aos da Equatorial Energia para desviar pagamentos de contas de energia elétrica no Amapá. A família da estudante, por outro lado, continua sustentando que ela é inocente. Em entrevista à TV Anhanguera, o pai da jovem afirmou que a filha “está pagando por um crime que não cometeu”.

Já a mãe disse que Ellen foi criada em um lar cristão e nunca teve envolvimento com atividades criminosas. Enquanto isso, a defesa informou que já protocolou habeas corpus, pedido de relaxamento da prisão e entregou espontaneamente o celular da estudante às autoridades para auxiliar nas investigações. Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!