Pela primeira vez desde sua liberação da Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia, a estudante de Direito Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, compartilhou sua experiência após permanecer 21 dias presa sob suspeita de integrar uma organização criminosa. Em entrevista à RecordTV Goiás, Ellen reafirmou sua inocência em relação à Operação Boleto Fantasma, que investiga um esquema criminoso no Amapá.
Momento da prisão e condições no presídio
Ellen relatou que sua prisão ocorreu de forma inesperada, quando policiais chegaram à residência onde vive com seus pais. “Parecia um filme de terror. Eu estava em choque”, disse, lembrando do momento em que foi algemada e levada em um camburão até o presídio. Durante seu tempo na unidade prisional, a estudante descreveu as condições precárias, mencionando que a cela era pequena e gelada, abrigando até dez mulheres ao mesmo tempo. “Era uma cela muito gelada. Chegou a ter mulher dormindo sentada porque não tinha espaço para todas”, afirmou.
Defesa e alegações de inocência
Segundo Ellen, a inclusão em investigações se deu por um contato telefônico com um dos suspeitos, com quem ela se relacionou brevemente em festas automotivas em 2022. “Depois de 2023 eu nunca mais tive contato com ele”, destacou. Sua defesa argumenta que houve confusão com outra pessoa chamada “Lorraine” e que não há evidências que comprovem sua participação na organização criminosa.
Na última sexta-feira (24), Ellen foi libertada após a Justiça do Amapá revogar sua prisão preventiva. A juíza Luiza Vaz Domingues Moreno considerou a fragilidade dos indícios apresentados contra ela e determinou sua liberdade sob medidas cautelares. Mesmo após a soltura, a investigação continua e Ellen se prepara para enfrentar o processo, com a esperança de provar sua inocência.
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