A Polícia Civil do Rio de Janeiro está apurando um incidente de agressão que ocorreu no dia 17 de junho, envolvendo uma estudante menor de idade, praticante do candomblé, no Colégio Estadual Arnoldo Abruzzini da Fonseca, localizado em Sepetiba, na Zona Oeste da cidade. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a jovem sendo atacada por cinco colegas.

Em seu depoimento, a mãe da vítima relatou que a filha já havia enfrentado discussões com outros alunos devido à sua religião, mas essa foi a primeira vez em que ela sofreu agressões físicas. A mãe descreveu que a adolescente foi atingida com socos, chutes e puxões de cabelo.

Além disso, a mãe mencionou que a filha foi alvo de compartilhamentos de fotos em um grupo de WhatsApp, incluindo uma imagem dela vestindo roupas de rituais do candomblé, o que pode ter contribuído para a violência.

Um exame de corpo de delito confirmou lesões no braço e na coxa da jovem, resultantes de uma ação contundente. A delegacia responsável pelo caso já está em processo de identificação dos agressores, que também são menores de idade.

Resposta das autoridades

A Polícia Civil informou que testemunhas estão sendo ouvidas e que várias diligências estão em andamento para esclarecer os fatos. Por sua vez, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) abriu uma sindicância para investigar a situação e avaliou a possibilidade de transferir as alunas envolvidas para outras instituições.

A Seeduc expressou repúdio a qualquer forma de discriminação e violência nas escolas, e destacou que está em contato com a família da vítima para oferecer apoio. A secretaria também promove iniciativas de conscientização sobre intolerância religiosa entre alunos e servidores.

Repercussão nas redes sociais

O ex-deputado Átila Nunes comentou a situação, enfatizando que o preconceito religioso vem sendo alimentado no Brasil ao longo das últimas quatro décadas. Ele destacou que a agressão à jovem reflete uma crença arraigada de que apenas uma verdade religiosa é válida.