O operador do sistema elétrico da Grã-Bretanha, o National Energy System Operator (Neso), planeja desembolsar cerca de £10 milhões nesta quarta-feira para ativar usinas de energia a gás, a fim de evitar uma escassez rara de eletricidade durante a onda de calor que afeta o país.

Com o aumento da temperatura, que chegou a 35,8°C em West Sussex, a demanda por eletricidade disparou, especialmente com o uso de ar-condicionado e ventiladores nas residências. Para equilibrar o sistema elétrico, o Neso informou que pagará mais de quatro vezes o preço médio diário, solicitando energia adicional aos geradores após emitir um alerta na noite de terça-feira.

A notificação foi cancelada na tarde de quarta-feira, quando o operador concordou em pagar cerca de £1.400 por megawatt-hora, quase 20 vezes o preço médio do mercado elétrico registrado em junho do ano passado, para assegurar aproximadamente 1,7 gigawatts de eletricidade importada do continente europeu.

Um porta-voz do Neso afirmou: “Isso se deve ao impacto das temperaturas extremamente altas que afetam a Grã-Bretanha e o continente, juntamente com a baixa geração eólica.” Apesar das medidas, a entidade garantiu que o fornecimento de eletricidade não estava em risco e que a emissão do alerta não indicava a iminência de apagões.

O Neso, que gerencia as redes de energia na Inglaterra, Escócia e País de Gales, havia advertido que precisaria de 1.900 megawatts adicionais para atender à demanda nas horas de pico da quarta-feira. Historicamente, esses alertas são mais comuns durante ondas de frio no inverno, mas a situação atual é impulsionada pela necessidade de refrigeração.

Além disso, os preços da eletricidade na Europa dispararam nos últimos dias devido à onda de calor, elevando a demanda e provocando interrupções em diversas usinas. A combinação do aumento na demanda e a queda na geração de energia resultou em preços históricos no mercado.