O Oceano Austral, que absorve cerca de 10% das emissões de CO2 humanas, pode tornar-se uma fonte significativa de CO2 ao invés de um sink, conforme estudos recentes indicam.

Impacto prolongado

Se as emissões globais atingirem o zero líquido e as concentrações atmosféricas de CO2 começarem a diminuir, o oceano poderá liberar CO2 para o ar, prolongando o aquecimento global por séculos.

Isso ocorre porque o Oceano Austral absorve CO2 através de ventos fortes nas latitudes sul e a exposição à fria atmosfera antártica, armazenando o gás na profundidade do oceano por séculos ou milênios.

Modelagem e cenários

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Nacional de Seul e ETH Zürich modelou cenários em que o mundo alcança o zero líquido em 2125 e 2025, respectivamente. Em ambos os cenários, o Oceano Austral passa de absorver 3 gramas de CO2 por metro quadrado por ano para emitir entre 8 e 9 gramas por metro quadrado por ano até o ano 2400.

Em cenário de remoção de CO2, as concentrações atmosféricas de CO2 aumentam por 50 anos antes de estabilizarem em 425 partes por milhão, enquanto sem remoção de CO2, elas estabilizam em 590 ppm.