A Venezuela enfrenta uma tragédia após dois terremotos devastadores que ocorreram na noite de quarta-feira, com magnitudes de 7,2 e 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O ministro da Saúde, Carlos Alvarado, informou em entrevista à televisão estatal que o número de mortos subiu para cerca de 235, um aumento significativo em relação ao registro anterior de 188.
Além das fatalidades, mais de 1.500 pessoas ficaram feridas, e a situação se agrava à medida que as buscas por sobreviventes continuam. Um site criado por líderes da oposição listou mais de 46 mil pessoas como desaparecidas.
Resposta internacional e ajuda humanitária
A comunidade internacional tem se mobilizado rapidamente para oferecer assistência. A ONU enviará equipes de resgate certificadas para ajudar nas operações de busca. Países como Espanha e França estão enviando especialistas, enquanto a Alemanha disponibilizou seis aviões de transporte militar.
A Suíça mobilizou 80 profissionais, além de cães de resgate e equipamentos. O governo dos Países Baixos anunciou um pacote de ajuda de dois milhões de euros para enviar uma equipe de busca e resgate, e a República Tcheca também está preparando uma equipe para auxiliar.
A Federação Internacional da Cruz Vermelha anunciou a liberação de 2,5 milhões de dólares para apoiar os esforços de recuperação, e o Papa Leão XIV enviou uma ajuda inicial de 100 mil euros. O Brasil, por meio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enviará um hospital de campanha e uma equipe de bombeiros e especialistas em resgate.
Desafios nas operações de resgate
As operações de resgate estão sendo desafiadas pela presença de corpos sob os escombros e apósshocks que ainda podem ser sentidos. O Comando Sul dos Estados Unidos anunciou o envio de dois navios de guerra, além de aviões de transporte e helicópteros, para fornecer apoio logístico em resposta à catástrofe.
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