A Venezuela enfrenta uma tragédia sem precedentes após a ocorrência de dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 na noite de quarta-feira, 24 de outubro. O Ministério da Saúde do país confirmou, na noite de quinta-feira, 25, que o número de mortos subiu para 235, um aumento significativo em relação ao balanço anterior de 188 vítimas.

Os tremores, que ocorreram com menos de um minuto de intervalo, causaram um grande número de feridos e deixaram cerca de 200 pessoas presas sob os escombros. As equipes de resgate estão mobilizadas e continuam suas buscas por sobreviventes nas áreas mais afetadas, especialmente no estado de La Guaira, ao norte de Caracas, que foi declarado oficialmente como uma “zona de desastre”.

Os hospitais da região estão sobrecarregados, e muitas pessoas passaram a noite ao relento, temendo novos tremores. Moradores relatam a escassez de equipamentos pesados para remover os escombros e alcançar as vítimas. A situação é crítica e a necessidade de ajuda humanitária se torna cada vez mais urgente.

Equipes de resgate internacionais já começaram a chegar à Venezuela, e diversos governos e organizações estão se mobilizando para enviar assistência. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) havia alertado que o número de mortos poderia aumentar à medida que as operações de resgate avançassem.

Além disso, um site independente, criado para coletar informações sobre desaparecidos, reporta quase 40 mil pessoas à procura de notícias sobre seus entes queridos. No entanto, esse dado não foi confirmado de forma independente e não possui validação oficial do governo venezuelano.