Com a eleição israelense ainda sem um clara vencedor, os políticos árabes vizinhos parecem esperar que o novo governo israelense adote uma política externa sem grandes mudanças. Após as eleições, que ocorreram recentemente, a formação de um novo governo ainda é incerta.
De acordo com o político egípcio Mostafa Bakry, citado por um analista, 'Arab joy at Netanyahu's near-failure to form the government does not mean that what is to come … differs greatly from his predecessor.' Isso sugere que, independentemente de quem forme o novo governo, as relações entre Israel e seus vizinhos árabes devem permanecer sem grandes alterações.
Política interna versus externa
A maior mudança esperada está na política interna, onde um governo liderado por Gadi Eisenkot, o principal adversário de Benjamin Netanyahu, provavelmente adotará uma postura mais moderada. Analistas acreditam que haverá menos intervenção judicial e possivelmente a criação de uma comissão de investigação, além de uma lei de conscrição.
No entanto, quando se trata de política externa, espera-se que as mudanças sejam mínimas. Como explica Beth Oppenheim, 'Netanyahu's post-October 7th security doctrine — pre-empting threats, operating far beyond Israel's borders and holding 'buffer zones' in neighboring territories — has been embraced by nearly all Jewish Israeli parties.'
Prognóstico sobre a solução de dois estados
O cenário de um governo liderado por Gadi Eisenkot também não traria grandes mudanças em relação à questão palestiniana. Observadores acreditam que a ideia de um estado palestino está cada vez mais distante, com poucos partidos judeus apoiando a ideia de um Estado Palestino nos limites de 1967.
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