Na noite de quarta-feira, com o pôr do sol iluminando o bairro Astoria, em Nova York, os gritos de "Sir! Sir! Sir!" – que significa "Vai! Vai! Vai!" – ecoavam das cafeterias e preenchiam as ruas, marcando a celebração entre os membros da comunidade árabe, que tem forte presença na região. O bairro é um dos principais centros da diáspora árabe na cidade.
Às 20h (horário local), a festa tomou conta da icônica Steinway Street, após o Marrocos vencer o Haiti por 4 a 2, garantindo assim a passagem para a fase de mata-mata da Copa do Mundo pela segunda vez consecutiva.
Dois dias antes, o Egito havia conquistado sua primeira vitória na história da Copa do Mundo, derrotando a Nova Zelândia por 3 a 1. A celebração transformou o coração do enclave árabe-americano em um mar de bandeiras egípcias, enquanto os torcedores gritavam "Masr! Masr! Masr!".
Na segunda-feira, a Argélia também fez história ao vencer a Jordânia por 2 a 1, em um jogo que uniu torcedores dos dois países em cafés e calçadas. A atmosfera de união e celebração foi palpável em cada esquina.
O estudante Mouaouia, que assistiu à Copa de 2022 no Catar, comentou sobre a semelhança das vibrações: "É insano como o clima é parecido aqui. Não são apenas marroquinos, mas pessoas de outros países árabes e africanos também estão juntas".
Para muitos, assistir aos jogos é uma forma de manter a conexão com suas raízes em um contexto de crescente restrição nas políticas de imigração nos Estados Unidos. Ahmed, torcedor egípcio, expressou sua alegria ao ver a comunidade celebrar: "É lindo ver as pessoas felizes com sua cultura e nação".
Rayhana destacou que o futebol tem o poder de unir as pessoas: "É bonito ver que, apesar das divisões, ainda conseguimos nos reunir para celebrar".