Mãe com filhos autistas é impedida de sair de atacadista após ser acusada de não pagar Uma mulher de 39 anos afirmou ter sido impedida de sair de um mercado atacadista em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após pagar as compras via Pix. Ao g1, a dona de casa Amanda de Sousa Gomes contou que os funcionários alegaram que a transação não constava no sistema. Ela explicou que os dois filhos, de 3 e 20 anos, são diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e tiveram crises enquanto eram mantidos no local por aproximadamente duas horas.

Por meio de nota, o Atacadão disse que houve "uma instabilidade sistêmica nacional no serviço de Pix" que impediu a conclusão da compra. O estabelecimento lamentou o transtorno e reforçou o compromisso com o respeito ao consumidor (veja o posicionamento completo mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.

O caso aconteceu no dia 13 de julho, mas só foi registrado como calúnia no 2° Distrito Policial (DP) da cidade na segunda-feira (20). Nas imagens, enviadas por Amanda ao g1, é possível ver o comprovante da transferência via Pix e o monitor do caixa mostrando que a compra havia sido finalizada. "Eu quero que outras mães não passem por isso.

Que outras pessoas não necessitem passar esse vexame, calúnia e vergonha, igual eu passei sendo acusada de roubo e em cárcere. Fiquei das 21h30 até 23h35, sem que eles permitissem que eu saísse", lamentou Amanda. Acusação Mãe com filhos autistas foi cercada por seguranças em mercado atacadista em Praia Grande, SP Arquivo Pessoal Amanda explicou que chegou ao mercado com os filhos por volta das 19h30.

Duas horas depois, ela apresentou a Carteira de Identificação da Pessoa com Espectro Autista (Ciptea) para ter atendimento prioritário no caixa, conforme está previsto na Lei 10.048/2000. Um funcionário abriu um caixa para atender a mulher, que contou ter dividido as compras em dois pagamentos via Pix, sendo que o primeiro, de R$ 234,46, foi concluído normalmente. Já no segundo, de R$ 186,01, houve um erro de impressão na nota, mas o valor foi debitado da conta bancária e o monitor do computador apontou que a compra havia sido concluída.

A mulher acrescentou que, mesmo com o comprovante, foi informada pelos funcionários do mercado de que a transação não constava no sistema e que ela não poderia deixar o local até o valor ser estornado. Amanda disse que imediatamente ligou para a central de atendimento do banco, que afirmou que a compra havia sido concluída e a quantia não voltaria para a conta. "O gerente já tinha dado a ordem que era para me segurar lá.

E, se eu tentasse sair, era para me impedir. Tanto que, pode ver, segundo as fotos, os seguranças ficavam em volta de mim e dos meus filhos", destacou Amanda. Polícia acionada Mãe com filhos autistas é impedida de sair de atacadista após ser acusada de não pagar compra Arquivo Pessoal Às 22h22, Amanda acionou a Polícia Militar pelo telefone 190 e foi orientada a ir embora para registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.

"O meu filho correu e se escondeu atrás de um balcão porque uma moça começou a gritar: 'Você não vai sair, você não pagou'", lembrou ela.