Vídeo mostra acidente que matou nutricionista de 25 anos em SP; motorista foi preso O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o empresário Murilo Rabello Abite, de 26 anos, por homicídio culposo e lesão corporal culposa. Conforme apurado pelo g1, ele dirigia embriagado o carro onde estava Daniella Ferraz Rooth, a nutricionista de 25 anos que morreu após o veículo bater em um poste em uma avenida de Guarujá, no litoral paulista. Ao todo, oito pessoas estavam no automóvel.

O acidente aconteceu no bairro Pitangueiras. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os outros ocupantes apresentaram ferimentos leves. O g1 apurou, porém, que apenas quatro passageiros se apresentaram na delegacia.

A Polícia Civil busca identificar o restante. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Murilo foi preso em flagrante após se recusar a fazer o bafômetro e ter a embriaguez atestada por um exame pericial feito no Instituto Médico Legal (IML).

Na última segunda-feira (20), a Justiça de Guarujá determinou a soltura dele mediante fiança. Naquela noite, a Promotoria de Guarujá denunciou Murilo pela morte de Daniella e por ferimentos causados em outra passageira. Segundo o MP-SP, o acidente ocorreu "em razão da influência de álcool" e do "comprometimento da capacidade psicomotora" do jovem.

Murilo Abite, de 26 anos, motorista preso por homicídio culposo após bater o carro sob efeito de álcool e causar a morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, teve a liberdade provisória concedida Arquivo Pessoal, Reprodução e Redes Sociais O MP-SP sustentou que Murilo agiu de forma imprudente e negligente ao dirigir o veículo embriagado e ao permitir que os passageiros do banco traseiro trafegassem sem os cintos de segurança. A promotoria pediu a condenação dele por lesão corporal e homicídio culposo. Além disso, os promotores pediram que fosse fixada uma indenização mínima de R$ 100 mil aos herdeiros de Daniella.

Em relação a uma outra passageira ferida, o órgão pediu uma reparação de ao menos três salários mínimos [cerca de R$ 4,8 mil]. A Justiça ainda não aceitou a denúncia do MP-SP, então Murilo não é considerado réu no processo. Procurada pelo g1, a defesa afirmou que ele ainda não foi formalmente citado sobre a denúncia.

De acordo com o advogado Marco Magalhães, que representa o jovem, a acusação está sendo analisada pela defesa, que vai se manifestar posteriormente nos autos. Motorista que causou a morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, foi solto em audiência de custódia Arquivo pessoal e reprodução Voltavam de festa O g1 apurou que os jovens voltavam de uma festa realizada no Centro de Santos (SP) na noite de sábado (18). Murilo contou ter bebido aproximadamente duas cervejas no evento e esperado várias horas para voltar ao Guarujá (SP), consumindo água durante o período.

Ele afirmou que era amigo de Daniella, que pediu carona para voltar para casa. De acordo com o relato dele, ao chegar às proximidades da casa dela, ele perdeu o controle do carro ao passar em um buraco na Avenida Leomil. Murilo disse não conseguir lembrar o que aconteceu depois.