Mladic's death reopens wounds in Bosnia and Serbia

O falecimento de Ratko Mladic, ex-comandante do exército serbo-bosnio, em 27 de agosto de 2026, deveria ter encerrado uma das páginas mais sombrias da história europeia. No entanto, sua morte reabriu feridas antigas, demonstrando que o Acordo de Paz de Dayton de 1995 e três décadas de envolvimento internacional não resolveram as causas que levaram ao conflito.

Nas regiões de Republika Srpska, uma das duas entidades autônomas de Bosnia e Herzegovina, Mladic foi homenageado como um herói nacional, enquanto autoridades locais pediram que os cidadãos se reunissem em praças e acendessem velas 'para a salvação da alma do general'. Milorad Dodik, ainda o político mais influente de Republika Srpska, acusou o Tribunal de Haia de 'comportamento incivilizado' por não permitir que Mladic passasse seus últimos dias fora da prisão.

No entanto, em outras partes de Bosnia e Herzegovina, a reação foi muito diferente. O ministro da Justiça de Sérvia anunciou um funeral com honras de Estado e militar, enquanto o presidente Aleksandar Vucic acusou o Tribunal de Haia de 'comportamento incivilizado'. O ex-ministro do Interior Aleksandar Vulin comparou Mladic a outros heróis serbios, ligando a Primeira Guerra Mundial à década de 1990.

Em contraste, na Federação de Bosnia e Herzegovina, onde a maioria são bosniacos e croatas, a morte de Mladic foi condenada unânime, dada sua condenação por genocídio no Srebrenica, onde cerca de 8.000 homens e jovens foram mortos em julho de 1995.