O investimento na economia brasileira passou de alta de 8,1% para queda de 0,2% no acumulado em 4 trimestres, em um intervalo de 1 ano. O ambiente restritivo causado por longo período de juros altos provocou a perda de dinamismo.

No 2º trimestre de 2025, os investimentos acumulavam expansão de 8,1% em 4 trimestres. A taxa caiu para 6,6% no 3º trimestre, 4,1% no 4º trimestre e 0,4% no 1º trimestre de 2026, até chegar à retração de 0,2% no período encerrado em junho.

Recuperação no 2º trimestre

No 2º trimestre de 2026, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 1,2% ante os 3 meses anteriores, depois de avançar 3,4% no 1º trimestre. Comparativamente ao mesmo trimestre de 2025, houve alta de 1,4%, após retração de 1,4% no 1º trimestre.

No acumulado do 1º semestre, os investimentos ficaram estáveis, com variação de 0% ante os 6 primeiros meses de 2025. O resultado contrasta com o desempenho do PIB, que cresceu 1,9% no período. O consumo das famílias avançou 1,1%, enquanto o consumo da administração pública aumentou 2,9%.

A taxa de investimento ficou em 16,1% do PIB no 2º trimestre de 2026, abaixo dos 16,6% registrados no mesmo trimestre de 2025. Apesar da recuperação observada no 2º trimestre, a sequência do indicador mostra uma perda expressiva de dinamismo.