O relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo de um relatório da Polícia Federal que contém menções ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O documento aponta que Moraes e Daniel Vorcaro trocaram mensagens antes da prisão do dono do Banco Master, além de indicar que Moraes editou um contrato firmado pelo escritório de advocacia de sua esposa com o banqueiro.
A PF também encontrou citações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, no celular de Vorcaro. Mendonça sugeriu que as novas informações do caso sejam avaliadas pelo plenário da Corte. Além disso, foi revelado que Vorcaro fez um repasse de US$ 1,6 milhão para o filme Dark Horse em setembro de 2025, poucos dias após Flávio Bolsonaro cobrar o pagamento das parcelas atrasadas.
Mensagens e contratos
Vorcaro questionou Moraes sobre a possibilidade de sair do país a dois dias de uma operação policial. O escritório de advogados de Moraes nega ter conduzido causas para Vorcaro no STF desde a liquidação do Master e afirma que o contrato foi suspenso.
Repercussão e análise
Natuza Nery conversou com Valdo Cruz para explicar as novidades reveladas pelo documento da PF. A discussão envolve a possível interferência de Moraes no caso e a relevância do Caso Master para a disputa de poder na Corte.
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