Milhares de pessoas compareceram em Belgrado, capital da Sérvia, para o funeral de Ratko Mladić, conhecido como o ‘Matador de Bosnia’. Mladić, um convicto de genocídio, faleceu aos 84 anos enquanto cumpria pena de vida na prisão da ONU em Haia, Países Baixos.

Mladić foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional pela sua participação no Massacre de Srebrenica em 1995, quando cerca de 8.000 homens e boys bósnios muçulmanos foram mortos. O incidente é considerado o pior ato de violência na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

A União Europeia (UE) condenou a ‘glorificação’ de Mladić, afirmando que qualquer ‘glorificação de criminosos de guerra, negação e revisão do genocídio’ contradiz os valores fundamentais europeus e não têm lugar na UE ou em países candidatos.

Sérvia tem sido candidata à UE desde 2012, embora as negociações tenham recentemente estagnado. Mladić comandou as forças serbo-boêmias nas décadas de 1990 contra as forças croatas e bósnias (muçulmanas).

Seus tropas cometem o que ficou conhecido como limpeza étnica na Bósnia Herzegovina, buscando expulsar a população não-sérvia. Eles cercaram a capital Sarajevo, resultando em mais de 10.000 mortes.

Mladić foi preso em 2011, 16 anos após ser indiciado pela primeira vez, e sentenciado à vida em prisão em 2021 após um julgamento de nove anos.