Meta anunciou nesta semana o fim de um programa de incentivo que recompensava os funcionários pelo uso de inteligência artificial (IA) nas suas atividades. Em comunicado interno, a empresa informou que as avaliações dos trabalhadores não serão mais baseadas no consumo de tokens de IA, três funcionários que receberam a mensagem relataram ao site WIRED.
Em setembro do ano passado, a Meta havia anunciado que os funcionários seriam avaliados baseando-se em sua 'impacto AI', que na prática significava a utilização de chatbots e agentes para melhorar seu trabalho diário, conforme relatado pela Business Insider. No entanto, um processo judicial apresentado por cerca de duas dúzias de funcionários acusa a empresa de discriminar ao demiti-los em maio, argumentando que os funcionários em licença médica não tinham acesso a essas ferramentas e foram penalizados injustamente.
A nova orientação para as avaliações de desempenho substitui referências a critérios como 'uso de IA' e 'designação de AI Native' por linguagem mais flexível, que permite que os resultados sejam obtidos por meio de outras formas além da IA. A empresa enfatiza que os funcionários serão avaliados baseados em suas contribuições, não no uso de IA.
Além disso, a Meta está incentivando, mas não exigindo, os funcionários a testarem uma nova ferramenta agêntica chamada Hatch, que pode realizar tarefas automaticamente, semelhante à OpenClaw. Os funcionários têm testado a ferramenta nos últimos meses em seus dispositivos corporativos.
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