O mercado brasileiro de soja teve pouca movimentação nesta sexta-feira (18), em uma sessão marcada pela queda das cotações na Bolsa de Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o grão acompanhou o recuo do farelo e também sentiu a pressão exercida pelo avanço da colheita americana sobre os preços.
No mercado brasileiro, os recuos foram mais perceptíveis nos portos, acompanhando a paridade. Silveira ressalta que o mercado permanece bastante nominal e que não houve grandes perdas de valor no grão.
Os vendedores seguem pressionando os compradores, com pedidas elevadas, enquanto as ofertas de compra apresentam pouca alteração, apesar de já estarem em níveis considerados fortes.
Confira os preços nas principais praças:
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 154,50 para R$ 154,00
- Santa Rosa (RS): recuou de R$ 155,50 para R$ 154,00
- Cascavel (PR): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 148,00 para R$ 149,00
- Paranaguá (PR): recuou de R$ 163,00 para R$ 162,00
- Rio Grande (RS): recuou de R$ 163,50 para R$ 162,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira, reduzindo os ganhos semanais. Agentes aguardam o encontro, em Washington, dos presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, no final da próxima semana. A expectativa é de novos acordos comerciais entre as duas potências, o que poderia resultar em mais vendas de soja americana para o país asiático.
A Sinograin, empresa estatal chinesa responsável pelos estoques estratégicos, retomou os leilões de grandes volumes de soja importada após uma pausa.
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