O lucro líquido dos planos de saúde médico-hospitalares caiu 12,1% no 1º semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O lucro líquido do segmento teve uma queda de R$ 12,4 bilhões para R$ 10,9 bilhões.

A receita total de mensalidades no 1º semestre foi de R$ 201,9 bilhões. O resultado operacional agregado, que leva em conta a operação direta das operadoras sem os ganhos financeiros, apresentou saldo positivo de R$ 5,6 bilhões.

A sinistralidade agregada dessas operadoras –percentual do faturamento utilizado para pagar por consultas, internações, exames e cirurgias– atingiu 81,9%, valor 0,8 ponto percentual acima do registrado no ano anterior.

A ANS declarou que o aumento da taxa não se deu necessariamente porque a população usou mais o plano de saúde. Segundo a agência, a sinistralidade subiu devido a duas movimentações atípicas no setor: uma grande operadora guardou mais reservas no caixa e outra empresa realizou um aporte de recursos, o que pesou no cálculo estatístico geral do setor.

Em um cenário de taxas de juros elevadas, as aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares totalizaram R$ 142,4 bilhões ao fim de junho de 2026, recursos que contribuem fortemente para os resultados e o lucro final das empresas.