Descoberta arqueológica confirma prática rara de amputação nasal na China
A descoberta de um esqueleto de uma mulher que viveu há cerca de 700 anos na China, com uma abertura nasal anormal, confirma a prática rara de amputação nasal como punição penal naquela época.
Segundo a pesquisa, a mulher teve sua narina cortada durante sua vida, possivelmente como castigo por roubo de cavalos ou gado. Ela viveu pelo menos alguns anos após a amputação e pode ter usado uma prótese nasal para cobrir a cicatriz.
A descoberta foi feita durante escavações em um cemitério na China central em 2018, antes da construção de uma escola técnica. Os arqueólogos identificaram a vítima como uma mulher de 40 a 45 anos, que morreu entre 1298 e 1404, durante o final da dinastia Yuan e início da dinastia Ming.
Os registros legais da China antiga descrevem a amputação nasal como uma das cinco punições mais graves, junto com decapitação, amputação de membros, esterilização e tatuagem facial. No final da dinastia Yuan, esta punição era aplicada principalmente para roubos de animais de alto valor ou repetidos envolvendo animais menos valiosos.
A descoberta é considerada única, pois nunca antes havia evidências físicas dessa prática.
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