Mesothelioma é uma forma rara e agressiva de câncer associada à exposição a fibras de cimento, com poucas opções de tratamento eficazes.

Novo método promete revolucionar tratamento

Investigadores da Universidade de Vermont desenvolveram um medicamento que, ao invés de aumentar antioxidantes, desativa uma enzima defensiva, permitindo que o câncer se auto-destrua.

O medicamento, testado em pacientes com mesotelioma recorrente, controlou a progressão da doença em 67% dos participantes de um estudo inicial. Além disso, alguns tumores diminuíram de tamanho.

Diretrizes do estudo

A pesquisa, publicada na Nature Communications, foi conduzida por uma equipe liderada pelo professor Brian Cunniff e colaboradores internacionais. Os resultados são promissores, mas ainda estão em fase inicial.

Os cientistas descobriram que células cancerosas produzem níveis elevados de 'espécies reativas de oxigênio', que podem danificar células. Para sobreviverem, essas células aumentam a produção de enzimas antioxidantes.

No caso do mesotelioma, a enzima peroxiredoxina 3 (PRX3) opera dentro das mitocôndrias, estruturas que geram energia nas células. Ao bloquear essa enzima, o estresse oxidativo aumenta, prejudicando as células cancerosas.