Longyearbyen, uma cidade no arquipélago norueguês de Svalbard, é conhecida por ter uma peculiaridade que chamou a atenção: a ideia de que é proibido morrer. Este conceito curioso surge em meio a características geográficas e sociais únicas da região, que incluem temperaturas extremas e a presença de ursos-polares.
Neste domingo (5), a seleção brasileira enfrenta a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, e o assunto sobre Longyearbyen pode ser um tema interessante de conversa entre os torcedores. O jogo será transmitido ao vivo pela TV Globo, Sportv e GETV, além de estar disponível na página de tempo real do ge.globo.
O que realmente acontece em Longyearbyen
A ideia de que morrer em Longyearbyen é ilegal não é verdadeira, mas tem raízes em decisões governamentais que refletem as condições da cidade. O cemitério local deixou de aceitar novos enterros em 1950 devido ao permafrost, uma camada de solo permanentemente congelada que impede a decomposição normal dos corpos. Com isso, os corpos permanecem preservados por longos períodos, e até vestígios de vírus, como o da gripe espanhola, foram encontrados em sepulturas da epidemia de 1918.
Além disso, a cidade não possui infraestrutura adequada para oferecer cuidados contínuos a pessoas idosas ou pacientes em estado terminal. Quando um residente precisa desse tipo de assistência, ele é geralmente transferido para o continente norueguês, onde há melhores condições para atendimento.
A origem do mito
A noção de que Longyearbyen proíbe a morte começou a ganhar força após uma reportagem da BBC em 2008, que descreveu a cidade como “a cidade onde é proibido morrer”. A reportagem destacou a falta de sepultamentos e a transferência de moradores em estado terminal. Posteriormente, o site americano “Waffles at Noon” também investigou a questão e confirmou que, embora não seja ilegal morrer, Longyearbyen não é um lugar adequado para passar a vida inteira.
Documentos do governo local reforçam essa ideia, afirmando que os serviços em áreas essenciais como saúde e assistência social são limitados. Por exemplo, a cidade não possui maternidade, e mulheres grávidas são aconselhadas a viajar para o continente três semanas antes do parto para terem acesso a hospitais adequados.
Portanto, embora a morte e o nascimento não sejam tecnicamente ilegais em Longyearbyen, as condições locais desestimulam ambos os eventos. Essa peculiaridade se torna um ponto de curiosidade, especialmente em um momento em que o mundo está voltado para o futebol e para a Copa do Mundo.
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