Sinais iniciais de recuperação foram identificados em uma área de leito marinho protegida, que havia sido devastada por pesca ilegal nas Ilhas Summer, próximas a Ullapool, na Escócia. Segundo conservacionistas, isso demonstra que os ecossistemas marinhos podem se recuperar quando adequadamente protegidos de práticas destrutivas como a arrasto e a dragagem.

A coalizão Our Seas, composta por cientistas, ativistas e pescadores, critica a lentidão do governo em implementar medidas que garantam a proteção de pelo menos 30% das águas costeiras da Escócia. Eles planejam apresentar uma petição no parlamento escocês para pressionar por ações mais eficazes.

A dragagem é considerada uma das técnicas de pesca mais prejudiciais, pois envolve arrastar equipamentos pesados pelo fundo do mar para capturar vieiras, resultando em destruição do ecossistema. Em 2019, um incidente de dragagem ilegal no MPA de Wester Ross causou danos significativos, conforme documentado em mergulhos subsequentes.

Embora especialistas afirmem que a recuperação total do leito marinho possa levar uma década, observações feitas com drones submarinos revelam um cenário promissor. Foram avistados números significativos de pepinos-do-mar e o retorno de algumas algas, embora ecossistemas mais complexos ainda levem tempo para se restabelecer.

Phil Taylor, diretor da Open Seas, destaca a importância dessas áreas como berçários para peixes jovens, como o bacalhau, que outrora era abundante na região. “Precisamos nos unir para descobrir como recuperar isso”, afirmou.

Ativistas planejam protestar em frente ao parlamento escocês pedindo a aceleração na criação de MPAs mais eficazes. Joe Richards, gerente do projeto na Blue Marine Foundation, expressou a insatisfação pública com a inação governamental: “Nossas águas costeiras estão se tornando vazias de vida”.

O ministro do Mar da Escócia, Jim Fairlie, assegurou que o governo leva a sério a proteção do ambiente marinho e está disposto a dialogar com os representantes da causa.