O Reino Unido está enfrentando um junho histórico, com temperaturas que quebraram recordes que datavam de 1976. Na cidade de Gosport, Hampshire, o termômetro atingiu 36,1°C, a mais alta já registrada em junho. A situação levou a um alerta vermelho de calor extremo do Met Office, com previsões de que os termômetros possam chegar a 40°C.
Bijal Shah, farmacêutico em Londres, relatou que, na madrugada de ontem, a temperatura em sua casa era de 31°C. Ele tem enfrentado dificuldades para encontrar um ar-condicionado portátil ou um ventilador industrial para refrescar seu neto de cinco meses, que está doente. “Se não tivéssemos uma onda de calor tão intensa, estaríamos mais preparados,” lamentou.
Mais de mil escolas no sul da Inglaterra fecharam antecipadamente ou suspenderam as aulas. Uma escola em Taunton informou aos pais que as condições tornavam difícil garantir o bem-estar dos alunos. Ao contrário de 1976, quando as aulas continuaram, muitos acreditam que a resposta atual foi exagerada.
O transporte público também está enfrentando dificuldades. A Transport for London alertou para interrupções nos serviços de metrô e trem, e a London Ambulance Service mobilizou mais de 400 equipes adicionais devido à alta demanda.
Eventos importantes, como a comemoração do 60º aniversário da Universidade de Bath, foram adiados. A organização de um painel sobre como as cidades podem se adaptar ao calor extremo também foi cancelada devido à falta de sistemas de refrigeração no local.
Shah enfatiza a importância de avisos antecipados para que a população possa se preparar adequadamente. “Devemos estar prontos para o que parece ser o novo normal,” concluiu. Com países da Europa, como França e Espanha, também enfrentando altas temperaturas e mortes relacionadas ao calor, a situação exige atenção e planejamento.
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