No Brasil, a defasagem entre o valor venal de mercado e a base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é significativa, especialmente em grandes cidades. De acordo com dados, a diferença média é superior a 60%, com subavaliação mais acentuada nos imóveis de luxo.

Nas capitais brasileiras, a demora para atualização das Plantas Genéricas de Valores (PGVs) pelas Câmaras de Vereadores é superior a 14 anos. Mesmo nos casos recentes de revisão, como em São Paulo em 2021, a distorção chega a 69%.

A tributação patrimonial no Brasil é considerada uma das piores entre os países da América Latina, com uma média de apenas 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB), muito abaixo da OCDE (1,5% do PIB).

No exterior, a tributação sobre o imóvel é significativamente maior. Nos Estados Unidos, o real-estate tax custa em média quatro a cinco vezes o valor do IPTU brasileiro. Nova York também propôs um adicional tributário para imóveis de alto valor.

Em julgamentos recentes, o Supremo Tribunal Federal suspendeu decisões de Tribunais de Justiça que julgavam inconstitucionais legislações municipais que permitiam a prefeituras ajustar a base de cálculo do IPTU de acordo com o mercado imobiliário.