No dia 25 de novembro de 2026, o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou que já exonerou mais de 4 mil servidores comissionados desde a chegada do desembargador Ricardo Couto ao cargo. Couto, que assumiu a gestão do estado após o afastamento do governador Cláudio Castro, tem implementado uma série de medidas para reestruturar a administração pública e otimizar os gastos estaduais.

As exonerações são parte de um processo contínuo de auditorias que estão sendo realizadas nas diversas secretarias e entidades da administração indireta do estado, incluindo empresas estatais. O governo informou que novas exonerações podem ocorrer até o final do ano, com o objetivo de ampliar a economia e melhorar a eficiência dos serviços públicos.

Com as exonerações, o governo projeta uma economia superior a R$ 230 milhões até dezembro. Em maio, já haviam sido registrados 2,7 mil desligamentos de comissionados e 20 mudanças no primeiro escalão da administração estadual, refletindo um esforço significativo para a reestruturação do governo.

O desembargador Ricardo Couto, que também é presidente do Tribunal de Justiça do Rio, está à frente do Palácio Guanabara até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre a realização de uma eleição indireta para escolher um novo governador-tampão. O julgamento, que envolve o futuro político do estado, está suspenso desde 9 de abril de 2026, aguardando a análise do ministro Flávio Dino.