O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou sua previsão de crescimento econômico global para 2026, reduzindo-a para 3%, em comparação com a estimativa anterior de 3,5% para 2025. Essa alteração se deve, em grande parte, ao impacto da guerra no Irã, que deve anular os ganhos provenientes do atual boom da inteligência artificial (IA).
De acordo com o FMI, os preços do petróleo devem ser, em média, 32% mais altos neste ano em relação ao ano anterior, enquanto os preços globais ao consumidor devem aumentar 4,7%, interrompendo dois anos de inflação em desaceleração. Apesar disso, o investimento em tecnologia de IA é visto como um dos poucos pontos positivos, com ganhos de produtividade ajudando a mitigar os danos causados pelo aumento dos preços da energia, especialmente nas economias desenvolvidas.
Expectativas para os EUA e Eurozona
A economia dos Estados Unidos deve crescer 2,3% em 2026, ligeiramente acima do crescimento de 2,1% registrado em 2025. Políticas fiscais favoráveis, juntamente com investimentos impulsionados pela IA, continuam a gerar ganhos robustos em produtividade.
Como exportador líquido de energia, os Estados Unidos estão menos vulneráveis a interrupções de supr supply e ao aumento dos preços do petróleo, em comparação com outras grandes economias. Os efeitos retardados das reduções de impostos de 2025, o investimento contínuo em IA e os lucros corporativos elevados sustentam os mercados de ações e ajudam a manter o consumo.
Por outro lado, a economia da Eurozona deve crescer apenas 0,9%, uma queda em relação aos 1,4% registrados em 2025. Essa desaceleração é atribuída, em grande parte, aos altos custos de energia.
A Eurozona enfrenta uma exposição significativa às flutuações dos preços de energia, uma vez que importa a maior parte do petróleo e gás que consome. Os custos elevados de energia estão pressionando a inflação, reduzindo a renda das famílias e forçando os governos a gastar mais com serviços de dívida, defesa e apoio a famílias e empresas.
Perspectivas para China e Índia
A economia da China deve crescer 4,6%, com o colapso do setor imobiliário e problemas energéticos sendo compensados por gastos em obras públicas, exportações em alta e manufatura de tecnologia avançada. A Índia, por sua vez, deve crescer 6,4%, uma desaceleração em relação aos 7,7% do ano anterior, mas mantendo um consumo interno robusto que garante à nação o título de economia de maior crescimento entre os principais países do mundo.
As perspectivas de crescimento econômico global apresentadas pelo FMI refletem um cenário complexo, onde os avanços tecnológicos convivem com desafios geopolíticos e econômicos, exigindo atenção dos formuladores de políticas e investidores.
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