O PL (Partido Liberal) anunciou nesta terça-feira (14.jul.2026) a escolha do senador Carlos Portinho (PL-RJ) como pré-candidato à reeleição para o Senado pelo estado do Rio de Janeiro. A decisão encerra um período de incertezas na ala fluminense do partido e foi oficializada em uma reunião entre Portinho e o senador Flávio Bolsonaro (RJ), que se prepara para concorrer à presidência pela sigla.
A escolha de Portinho ocorre após a desistência do ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), de participar do pleito deste ano. Castro, que era um dos candidatos à vaga no Senado, abriu mão da disputa após ser alvo de investigações no caso Master e se tornar inelegível.
Articulações de Flávio Bolsonaro
A articulação para a confirmação de Portinho foi liderada por Flávio Bolsonaro. Embora o senador estivesse inicialmente planejando uma pré-campanha para deputado federal, ele expressou o desejo de buscar a reeleição no Senado.
Flávio comentou sobre a decisão em seu perfil no Instagram: “O nome de Portinho, confirmado hoje, foi definido em comum acordo com o presidente Jair Bolsonaro antes da decisão de Alexandre de Moraes que me impede de manter contato com o nosso capitão.”
Fatores que influenciaram a escolha
Dentre os aspectos que pesaram a favor da escolha de Portinho, destaca-se sua atuação desde que assumiu a vaga em 2020, após a morte do titular Arolde de Oliveira. Ele foi eleito suplente em 2018 e atualmente lidera a bancada do PL no Senado.
A definição de Portinho também traz implicações para a composição da chapa do PL no estado. O deputado federal Carlos Jordy era outro nome cotado para a vaga, e agora cabe à cúpula do partido decidir o futuro de Jordy na chapa, se ele ficará de fora ou tentará uma segunda cadeira em disputa.
Além disso, o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil-RJ), também é considerado para a vaga, embora tenha sido preso em 7 de julho com um fuzil durante uma operação da Polícia Federal. Canella foi solto no dia 11 de julho.
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