O senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a nova taxa prometida pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Flávio afirmou que Lula "é o único interessado" em um aumento de tarifas, denominado por ele de 'tarifaço'.

Reação de Flávio Bolsonaro

Em sua conta na rede social X, o pré-candidato à Presidência escreveu que Lula "provocou, esbravejou, não negociou e fez lobby a favor do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho para que não fossem classificados como terroristas". Ele ainda destacou que o governo do petista "envergonhou o Brasil" ao trabalhar com a administração de Donald Trump para evitar a classificação de facções brasileiras como terroristas.

Flávio Bolsonaro criticou a postura de Lula, afirmando que o presidente "ignorou o sofrimento de mais de 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas por esses narcoterroristas". O senador considerou que a defesa de Lula pela soberania do Brasil é uma "falsa narrativa" e acusou o presidente de agir apenas para garantir sua reeleição.

Defesa do PIX e pedido aos EUA

Flávio também mencionou que, em reunião com Trump e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, defendeu a tecnologia brasileira PIX, que foi alvo de investigações do governo americano. A proposta de tarifas de 25% sobre produtos nacionais gerou preocupação entre os representantes brasileiros.

Ele anunciou que retornará aos Estados Unidos na próxima semana para reforçar seu pedido de que não sejam impostas tarifas ao Brasil, enfatizando que não se deve punir os brasileiros pelos erros do "lulopetismo".

Posição de Lula sobre as tarifas

Nesta quinta-feira (2), Lula declarou que o Brasil "não está à venda" e criticou o pedido de Flávio Bolsonaro ao governo Trump para adiar a aplicação das tarifas para depois das eleições de outubro. O presidente argumentou que não há justificativas para a imposição de novas taxas sobre exportações brasileiras, tanto antes quanto depois do pleito.

A reação de Lula é uma resposta à carta enviada por Flávio ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), na qual o senador solicita o adiamento das tarifas por 180 dias, alegando que a aplicação imediata poderia fortalecer Lula em um ano eleitoral.

Lula afirmou que a origem da possível aplicação de novas taxas está nas articulações da família Bolsonaro e que a carta enviada por Flávio é uma atitude de "traidores da pátria". O presidente ainda ressaltou que a defesa de novos aumentos de tarifas contra produtos brasileiros partiu de membros da própria família Bolsonaro.