Susan Neiman, filósofa nascida em 1955 em Atlanta, EUA, é uma das mais influentes do momento. Em seu livro "A Esquerda não é Woke" (Âyiné, 202 páginas, tradução de Rodrigo Coppe Caldeira), ela esclarece os fundamentos do movimento progressista e critica as falsas concepções que o desvirtuaram.

O termo 'woke', que significa 'acordado' ou 'despertar', tem sido usado para descrever uma corrente de pensamento que defende lutas e pautas progressistas em favor de grupos minoritários. No entanto, Neiman afirma que a esquerda nasceu da ideia de universalismo, que engloba a solidariedade internacional, independentemente de divisões entre nações, etnias, religiões ou outras características.

A autora destaca que os princípios universalistas surgiram do movimento iluminista e foram agregando novos valores ao longo do tempo. Ela critica o identitarismo, que ela considera uma redução da identidade a apenas duas dimensões: a etnia e o gênero.