O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, designou o ministro André Mendonça como relator da notícia-crime que solicita a investigação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação ao filme 'Dark Horse', uma cinebiografia inspirada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão foi tomada em 25 de junho de 2026, e acolheu a avaliação da área técnica do STF, que já havia identificado outras petições ligadas ao financiamento do filme sob a relatoria de Mendonça. Segundo Fachin, os fatos apresentados na nova representação possuem conexão com procedimentos em andamento sob a responsabilidade do ministro. "As circunstâncias justificam a redistribuição destes autos, por parâmetro de prevenção, ao ministro André Mendonça", destacou Fachin em seu despacho.

A notícia-crime foi protocolada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e menciona Flávio, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Jair Bolsonaro. O pedido levanta questões sobre a origem, natureza e destino de valores que teriam sido negociados para o financiamento de 'Dark Horse', com indícios de “potencial repercussão penal”.

O documento cita conversas atribuídas a Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, sobre recursos que variariam entre US$ 24 milhões e US$ 26,8 milhões. A produtora GOUP Entertainment, no entanto, afirmou não ter recebido valores de Vorcaro ou suas empresas.

Fachin considerou três opções para o processo: a conexão com o inquérito 4.995, relatado por Alexandre de Moraes, a redistribuição por prevenção devido à petição 15.612 e a distribuição livre por sorteio.

A Secretaria Judiciária do STF revelou que a petição 15.612 tramita em sigilo e que, em relação ao tema “valores destinados ao filme 'Dark Horse'”, foram encontradas outras duas petições já distribuídas a André Mendonça. Fachin fundamentou sua decisão com base no Regimento Interno do STF e no Código de Processo Penal, que trata da conexão entre investigações.