A expansão do arsenal nuclear dos Estados Unidos pode aumentar o risco de crises nucleares, conforme indica um novo relatório do Brookings Institution.

O relatório, escrito pela especialista Melanie W. Sisson, analisa situações históricas em que os Estados Unidos receberam ou fez ameaças nucleares. A conclusão é que crises nucleares são mais comuns quando um lado tem uma vantagem significativa sobre o outro, geralmente o Estados Unidos.

Atualmente, o arsenal nuclear dos Estados Unidos é significativamente maior que o da China, com cerca de 5.000 armas contra cerca de 600 da China. No entanto, o relatório destaca que mesmo se a Rússia e a China unirem-se contra os EUA, o atual arsenal americano ainda seria capaz de retaliar.

Sisson argumenta que, em vez de investir bilhões em expansão do arsenal nuclear, os EUA deveriam focar em melhorar a sobrevivibilidade e a resiliência do sistema de comando e controle nuclear. Isso inclui fortalecer as capacidades da frota submarina nuclear e defender os sistemas de comando e controle contra possíveis ataques cibernéticos.